domingo, 30 de dezembro de 2012

Sapatos

Já tive muitos sapatos em minha vida, quando jovem alguns deles foram um perfeito encaixe, pareciam criados de forma única para os meus pés juvenis, eles tinham opinião, eu poderia andar com eles quase que seguindo seus passos firmes. Depois com um pouco mais de tempo, eles já não serviam mais, apertavam, pois meus pés cresciam, depois ficaram finos, pois meus pés estavam largos, ou às vezes frouxos porque meus pés estavam magros, seja como for, eles não cabiam mais, e fui mudando os gostos, desfilando em outras modas, experimentando novas cores, até porque meus pés já andavam rápidos demais e não aceitavam sapatos velhos. Quando fiquei mais madura, porque pés não envelhecem apenas caminharam demais, eu já andava quase que descalça, alguns sapatos não cabiam, ficavam sem jeito em meus pés agora tão voluntariosos, sapatos novos recém-lançados não me agradavam, são sempre tão parecidos com os outros, sinto que todos estão com os mesmos pés, fiz péssimas escolhas no inicio, mas depois aprendi que esses sapatos são massificados, fabricados em conjunto e por isso não tem firmeza no andar, depois conheci alguns sapatos de brechó, mas eles estavam cheios de manias, espaços já prontos na fôrma cansada e meus pés não conseguiam ficar neles. Depois de tantas sapatarias resolvi que meu andar precisa estar descalço, com os pés no chão sentindo a terra, para saber onde posso pisar, sentindo as pedras que devo desviar e onde devo ter equilíbrio no chão liso, porque somente pés vividos podem escolher os sapatos certos.

Roberta Kelly B. de Freitas.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Chegamos a mais de 30 mil acessos, obrigada a todos!!!


Concurso de beleza para historiadores

Concurso de beleza para historiadores

O historiador, assim como todo acadêmico, conhecido como leitor fervoroso de livros que ninguém mais lê, acumulador de canetas marca-texto, post-it, e pilhas de textos, é deixado à margem da sociedade quando o tema é vaidade. Por isso, nós do QH temos a honra de fazer um concurso atemporal, anacrônico e antiestético de beleza para historiadores e simpatizantes.
Categoria cabelos:

Edward Thompson: historiador inglês que cultiva uma cabeleira irretocável. Ele afirma que os cabelos não ficam na frente dos olhos quando se debruça em seu trabalho.

Michel Vovelle: historiador francês (que o Prof. Dr. Pitombas tem restrições à sua obra), possui uma vasta cabeleira aonde não é calvo. Isso não é um paradoxo, mas duas realidades existentes que devem ser analisadas como um conjunto.

Categoria óculos:

Paul Veyne: historiador francês, foi retratado aqui pelo fotógrafo François Picasso, usa óculos que mantém seus olhos assimétricos e difíceis de encarar durante uma aula sentado na primeira fileira.

Marc Bloch: historiador francês, mártir da Resistência, usava óculos estilo Santos Dumond, nada estranho se não fosse a confluência estética. Os olhos, a boca, o nariz e os óculos parecem correr para o centro do rosto deixando uma vasta área até as orelhas.

Categoria conjunto da obra:

Michel Focault: o simpatizante, pois não é propriamente historiador, apesar de tão falado nesta área. Quem nunca olhou para ele sem pensar em alguma piadinha. Qualquer coisa comentada será piada batida.

Eric Hobsbawn: historiador inglês, o hors-concours da beleza misteriosa. Ele é prova de que qualquer pessoa independentemente da beleza, pode colocar uma foto sua na orelha do livro, alias, até mesmo na capa.

Votem e compartilhem suas opiniões. Alguém em alguma sugestão de historiador para este concurso?


Fonte:
http://quadrinhosdehistoria.com/2012/01/16/concurso-de-beleza-para-historiadores/

Cinta elétrica prometia curar sofrimento feminino


O anúncio do Cinturão Elétrico do dr. Sanden era indicado para a falta de energia e "os sofrimentos de caracter nervoso" que são "os que mais estragos causam" nas mulheres. O cinturão prometia revigorar o sistema nervoso e acelerar a circulação do sangue.

O anúncio foi publicado há um século.

Arquivo do Estadão.