quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Para pesquisar em casa

Joana de Oliveira Dias nasceu em Sena Madureira, no Acre, a 137 quilômetros da capital, Rio Branco. Mestranda em Desenvolvimento Regional pela Universidade Federal do Acre (Ufac), escolheu sua terra natal como objeto de estudo, mas vem encontrando dificuldades para pesquisar. Não é para menos: ela precisa consultar periódicos produzidos em seu estado entre 1908 e 1930, e a maioria dos arquivos públicos da região não dispõe de acervos microfilmados ou do material desejado. Diante do problema, Joana decidiu partir para o Rio de Janeiro em busca de documentos e jornais na Biblioteca Nacional. Ela deu sorte e encontrou o que procurava. Mas muitos pesquisadores do Brasil não têm condições financeiras de enfrentar tão longa batalha no encalço de suas fontes. Pensando nisso, a BN criou a Hemeroteca Digital, um projeto que vai disponibilizar na Internet para consulta, até o fim do ano, 10 milhões de páginas de periódicos raros ou extintos. São mais de 5.000 títulos de jornais e revistas produzidos no Brasil desde meados do século XIX até o fim da década de 1960. A ideia foi aprovada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e bancada pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Os R$ 6 milhões liberados foram aplicados na compra de equipamentos de última geração para digitalização de microfilmes e de periódicos em papel e também de um servidor de 150 terabytes para o armazenamento de toda essa informação. Esse orçamento inclui ainda custos da mão de obra que irá pôr isso tudo em prática – são digitalizadas cerca de 20.000 páginas por dia – e restaurar documentos desgastados pelo tempo. O lançamento oficial do site, com parte do conteúdo previsto, está marcado para o fim de março.
“Esse projeto é coisa grande”, brinca Vinícius Martins, um dos coordenadores do site BN Digital. “Ele contempla 60% de todo o acervo de periódicos extintos e raros e 30% de tudo o que a BN tem em microfilme. O mecanismo de busca vai ser avançado: além da possibilidade de procurar por título da obra, haverá uma ferramenta que permite a busca por palavra. É só digitar uma palavra no campo de pesquisa que o site vai abrir todas as páginas que a contêm”, completa.
De títulos raros a manuscritos
Na hemeroteca haverá uma mistura de coleções conhecidas – como as de O Paiz, Correio da Manhã, Marmota Fluminense e O Abolicionista – e títulos raros, como uma edição do manuscrito A Justiça, um jornal amador, editado por presidiários fluminenses no fim do século XIX. “É fundamental o resgate destas coleções”, opina o professor Humberto Machado, da UFF, que pesquisou a imprensa abolicionista do final do século XIX para fazer sua tese de doutorado em História. “Dá muito mais autonomia ao pesquisador. Ele poder trabalhar em casa e não precisar se ater ao horário comercial é muito melhor. Fazemos pesquisas demoradas, precisamos anotar, ver, rever as páginas”, explica.
Além da facilidade do trabalho com as fontes, a digitalização, de modo geral, ajuda a preservar o material original. Não é novidade que jornais e revistas têm uma expectativa de vida relativamente curta: o papel é frágil e a tinta, de baixa qualidade. Para evitar desgaste, os arquivos quase sempre contam com rolos de microfilmes, que, apesar de serem mais resistentes do que os periódicos, também têm prazo de validade – duram, em média, 100 anos. O mau uso do material pode reduzir este tempo.
A BN, por exemplo, recebe por mês cerca de 2.000 pesquisadores na Seção de Periódicos, e é difícil manter os rolos de consulta sem avarias. “As pessoas não leem as instruções de uso da máquina de microfilmes. Em consequência, todos os exemplares do Jornal do Commercio de 1861 que eu estou pesquisando têm um traço preto contínuo no meio, causado por mau uso. Na hora de transcrever o que está na publicação, deixo várias lacunas, e isso me prejudica”, conta Diana Ferreira, graduanda em História.
A digitalização e a disponibilização de uma parte deste material no site não resolvem totalmente o problema da deterioração das fontes nem o da distância entre elas e seus pesquisadores – milhares de títulos serão deixados de fora da peneira do projeto. Mas, como lembra Vinícius Martins, “já ajudam bastante na preservação da memória do nosso país”.
 
fonte:http://www.revistadehistoria.com.br/secao/por-dentro-da-biblioteca/para-pesquisar-em-casa-1

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Revista Fon Fon

Durante o século XIX, em praticamente todo o Mundo as revistas ricamente ilustradas tornaram-se moda. Os causos, curiosidades e outros assuntos relacionados a modernidade, como moda nos bailes, automóveis, aviação, eram matérias para estas revistas. Seguindo a tendência é criada a revista Fon-Fon no Rio de Janeiro em 13 de abril de 1907. Em relação ao nome “Fon-Fon”, é uma simples onomatopeia do som produzido pelas buzinas dos carros da época. Nesse site você pode encontrar todas as revistas da Fon Fon de 1907 a 1945 em formato PDF.


Site: http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_periodicos/fonfon/fonfon_anos.htm

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Encontrada coleção de arte de Adolf Hitler em um monastério na República Tcheca

Uma coleção de obras de arte do Hitler foi descoberta pelo Kuchar Jiri, um historiador Tcheco, escondido no depósito do convento na pequena cidade de Doskany, que fica ao norte de Praga.

Entre as obras de arte, existe uma pintura enorme, intitulada Memórias de Stalingrado. Que descreve os soldados alemães feridos e abrigados em uma trincheira, acreditam que a obra de arte era umas das favoritas de Hitler, apesar da derrota catastrófica infligido a seus exércitos em Stalingrado por forças soviéticas.

Enquanto a guerra se aproximava do fim, Hitler aparentemente ordenou que as pinturas, as quais ele tinha ou comprado ou apreendido, serem escondidas em um mosteiro no sul da Boêmia. Mas as forças americanas encontraram e as levaram para um ponto central de coleta de artefatos saqueados pelos nazistas durante a guerra, mas depois desapareceu e ainda não está claro como eles acabaram no convento.

Em comunicado, o convento disse que não tinha idéia das origens obscuras das pinturas, mas acrescentou que pretende mantê-los.

Historiadores dizem que o valor histórico da coleção excede em muito seu valor artístico, embora em leilão que poderia buscar £ 1.700.000.

A descoberta também pode não ser o fim da história. Sr. Kuchar explicou que antes de desaparecer a coleta de fato somaram 16 pinturas, o que significa que nove ainda permanecem desconhecidas.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Rede social para contadores de história

 Jonathan Harris, homem experiente nestas andanças, passou parte dos seus últimos dois anos a preparar Cowbird, uma rede social/pequena comunidade para contadores de histórias, com recurso a imagem, som, mapas, entre outros recursos. Harris quer converter esta nova rede numa «biblioteca da experiência humana».



Endereço: http://cowbird.com/

Enciclopédia do Pensamento Comunicacional Latino Americano


 Desenvolvida pela Cátedra Unesco, a Enciclopédia do Pensamento Comunicacional Latino Americano é um acervo digital (atualmente com 2.354 artigos) que tem o intuito de disponibilizar aos pesquisadores do setor da comunicação material e informações de diversas áreas ligadas ao tema.


Endereço: http://encipecom.metodista.br/mediawiki/index.php/P%C3%A1gina_principal

Morte e Vida Severina em Desenho Animado

Acervo Nara Leão online


No ano em que Nara Leão completaria 70 anos de idade e depois de 23 anos de sua morte, a família decidiu ‘oficializar’ as buscas pela cantora em um site oficial. A filha da cantora, a cineasta Isabel Diegues, afirma que o site começou a ser elaborado há três anos. “Queríamos reunir as informações sobre a carreira dela, mostrar às pessoas o que ela cantava e pensava”, diz Isabel que é filha de Nara com o cineasta Cacá Diegues. Além de Isabel, a cantora também é mãe do produtor Francisco Diegues.
O site naraleao.com.br reúne fotos, discografia e documentos da cantora. O leitor, ao navegar pelos discos que Nara lançou (foram 23), vai poder escutar todas as faixas gravadas por ela.


Site: http://naraleao.com.br/
Fonte: Michele Marques Baptista

50 Museus Virtuais para você visitar


Visite museus, eles são repositórios de História e se comunicam com você por meio de acervos, informação e arte. O Brasil, por exemplo, conta com mais de 3.000 museus e você já visitou pelo menos 5% deles?
Digitalizar para disponibilizar itens de acervo pode ser apenas uma das etapas que um plano museológico prevê para disseminar a informação e comunicar a memória, portanto, navegue por eles, mas os visite pessoalmente também. É sempre um bom pretexto para uma viagem qualquer, fomenta o segmento de turismo, informa, diverte, educa.
  1. American Museum of Natural History;
  2. My studios;
  3. Museu Virtual Gentileza;
  4. Museu Virtual de Arte Moderna;
  5. RTP Museu Virtual;
  6. Era virtual;
  7. Museu Virtual de Brasília;
  8. Museu Virtual de Ouro Preto;
  9. Museu Virtual UnB;
  10. Museu Virtual do Transporte;
  11. Igreja do Santo Sepulcro;
  12. Capela Cistina;
  13. Van Gogh Museum;
  14. Museu do Louvre;
  15. British Museum;
  16. Museu Virtual Memória da Propaganda;
  17. Museu da Pessoa;
  18. Museu Virtual do Futebol;
  19. Museu Encantado da Barbie;
  20. Museu Virtual do Iraque;
  21. Museu Virtual de Parelha;
  22. Museu Virtual Aristides Sousa Mendes;
  23. Art-Bonobo – possui 4 museus virtuais;
  24. Museu Mazzaropi;
  25. Museu Virtual da Imprensa;
  26. Museu Virtual de Informática;
  27. Visitas Virtuais 3D;
  28. Museu Virtual da Água;
  29. Museu Virtual de Artes Plásticas;
  30. Museu da Faculdade de Medicina UFRJ;
  31. Museu Virtual do Cartoon;
  32. Virtual Museum of Canada;
  33. National Museum of US Air Force;
  34. The virtual museum of Japanese Arts;
  35. Museum with no frontiers;
  36. Virtual Egyptian Museum;
  37. Museu do Instituto Geográfico Português;
  38. Museu Virtual da Coca-cola;
  39. Museu da Bactéria;
  40. Museu de Arte do Uruguai;
  41. Museu Bizantino;
  42. Museu Virtual da Saúde;
  43. Museu Virtual FEB;
  44. Museu da Contabilidade;
  45. Museu Nacional de Arquiologia;
  46. Fundació Gala-Salvador Dalí;
  47. Museu Virtual do Sintetizador;
  48. Museu Virtual do Caju;
  49. Museu da Infância;
  50. Museu Virtual Sem fronteiras da Física e da Química.
Fonte: Michele Marques Baptista
Endereço:http://bibliotecaucs.wordpress.com/2012/02/10/50-museus-virtuais-para-voce-visitar/

    quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

    As estátuas da Ilha de Páscoa... tem corpos!







    No domingo de Páscoa, 5 de abril, 1722, um capitão holandês chamado Jacob Roggeveen desembarcou o seu navio em uma ilha conhecida como Te Pito o Te Henua,que significa “O Centro do Mundo”. O capitão Roggeveen mudou o nome dessa ilha para Ilha da Páscoa. Localizada a uma distância de 2200 milhas (3500 quilômetros) da costa do Chile, ela é a ilha inabitada mais remota do mundo. A ilha é de 63 milhas de tamanho com três vulcões extintos, mas, tecnicamente falando, a ilha é um enorme vulcão encontrada a uma altura de mais de 3 km do oceano! Porém, o que mais intriga os pesquisadores são as estátuas de cabeças grandes espalhadas por toda a ilha. A descoberta, não tão nova, mas que aumenta o mistério sobre quem as esculpiu, quem vivia na ilha, como elas foram parar lá é o fato de que as estátuas da Ilha têm corpos, não são apenas aquelas enormes cabeças. Um grupo de pesquisa privado tem escavado recentemente as estátuas da Ilha e está estudando as escrituras nos corpos das mesmas. A dúvida agora é por que estes gigantes de pedra tiveram seus corpos enterrados? As estátuas sempre foram assim ou com o tempo ficaram desta maneira?

    Um protesto silencioso.

    Tradução para o português:
    "Esta foto foi tirada em Hamburgo, em 1936, durante uma cerimônia de lançamento de um navio. No flagra, uma pessoa se recusa a erguer seu braço e fazer a saudação nazista. O homem era August Landmesser. Logo, ele teve problemas com as autoridades, havendo sido condenado a dois anos de trabalhos forçados por casar com uma judia.
    Nada mais se sabia acerca de August Landmesser, a não ser que ele teve dois filhos. Por acaso, um de seus filhos reconheceu seu pai nessa foto, quando ela foi publicada em um jornal em 1991".

    domingo, 5 de fevereiro de 2012

    Museu da vida

    Espaço de integração entre ciência, cultura e sociedade, o Museu da Vida tem por objetivo informar e educar em ciência, saúde e tecnologia de forma lúdica e criativa, através de exposições permanentes, atividades interativas, multimídias, teatro, vídeo e laboratórios.
    Por ser vinculado à Fundação Oswaldo Cruz, o Museu assume características únicas, refletindo a cultura, a missão e o compromisso social da instituição. Seus temas centrais são a vida enquanto objeto do conhecimento, saúde como qualidade de vida e a intervenção do homem sobre a vida.
    Além disso, por se situar no campus da Fiocruz, uma imensa área verde em meio a uma região densamente habitada, abrigando comunidades carentes e um grande número de escolas públicas, funciona como um pólo de lazer, cultura e educação em Ciência e Saúde.
    Uma iniciativa da Casa de Oswaldo Cruz, o Museu visa proporcionar à população a compreensão do processo e dos progressos científicos e de seu impacto no cotidiano, ampliando sua participação em questões ligadas à Saúde e a C&T.

    Site: http://www.museudavida.fiocruz.br