segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Imprensa Alternativa


O acervo Imprensa Alternativa foi doado, em 1992, ao Arquivo da Cidade pela Fundação RIOARTE, órgão da Secretaria Municipal de Cultura/Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Acumulado por iniciativa de Maria Amélia Mello, coordenadora do Centro de Cultura Alternativa, foi criado em 1980, quando era presidente daquela fundação o escritor José Rubem Fonseca. A intenção do Centro, ao acumular este conjunto de periódicos, foi a de "catalogar o que produziu o país na imprensa alternativa e na produção cultural independente nos anos 60/80."

Site: http://www0.rio.rj.gov.br/arquivo/acervos-imprensa.html

Biblioteca Carioca

A Biblioteca Carioca foi criada por inspiração do professor Afonso Carlos Marques dos Santos, quando diretor do Departamento de Documentação e Informação Cultural da Secretaria Municipal de Cultura, no ano 1986, com o lançamento do livro A era das demolições: habitações populares. Este projeto, responsável pela publicação de 44 livros, foi extinto em 2001, após ter prestado enorme contribuição aos estudos sobre a cidade, enriquecendo sobremaneira a literatura especializada sobre o Rio de Janeiro. Deste acervo bibliográfico constam teses de mestrado e doutorado sobre a história da cidade, um instrumento de pesquisa sobre Aforamentos, dois catálogos das obras de João do Rio e do fotógrafo Augusto Malta, duas obras de ficção, uma obra contendo fotografias sobre os protestos de 1968, além de livros de cronistas que tomaram o Rio de Janeiro como tema ou cenário de suas criações. Cumpre acrescentar que os títulos que compõem esta coleção ou foram premiados no Concurso Carioca de Monografias ou indicados pelo seu Conselho Editorial. Textos disponíveis em formato PDF.

Site: http://www0.rio.rj.gov.br/arquivo/publicacoes-biblioteca.html

Decretos do Prefeito Marcos Tamoyo - RJ


Marcos Tamoyo foi prefeito da cidade do Rio de Janeiro logo após a fusão entre os estados do Rio de Janeiro e o estado da Guanabara, entre 1975 e 1979. Os decretos emitidos na sua gestão estão disponíveis para consulta on-line, tratando de assuntos vários, sobretudo da estruturação da administração do novo município.

Site: http://decretosmunicipais.rio.rj.gov.br/

Acervo Iconográfico Augusto Malta


Augusto Malta foi o primeiro fotógrafo da administração municipal, contratado pelo prefeito Pereira Passos para captar as imagens dos imóveis que seriam derrubados para as obras de urbanização do
Rio de Janeiro, iniciadas em 1903. Sua sensibilidade de artista levou-o a fotografar inúmeros outros acontecimentos, proporcionando um painel do Rio Antigo, entre 1903 e 1937. As imagens captadas por Malta, pertencentes do acervo do Arquivo da Cidade e ao Museu da Cidade, estão disponíveis para consulta on-line.

Site: http://portalaugustomalta.rio.rj.gov.br/

domingo, 14 de novembro de 2010

Um filme que vale a pena assistir....


Essa é de fato uma boa comédia! O filme suiço "Minha quase verdadeira história" brinca ser a única a contar a “real” situação de Adolf Hitler como Führer da Alemanha e do Partido Nazista. Hitler é retratado como uma pessoa depressiva, carente, insegura, que sofreu maus tratos do pai na infância, e até sexualmente impotente, e que devido a essas circunstâncias teria descontado toda sua ira nos Judeus, homossexuais e ciganos. A história se passa em dezembro de 1944 quando Hitler está perdendo a guerra e as vésperas de fazer um grande discurso de vitória a nação Alemã. O Ministro da Propaganda Joseph Goebbels tem a idéia de tirar dos campos de concentração o renomado ator judeu Adolf Grünbaum para ajudar o ditador a superar sua depressão e apresentar-se dignamente ao povo, porém isso é apenas parte de um complô para assassinar o Führer e formar um novo governo na Alemanha. Durante esse processo muitas situações engraçadas e impensadas vão acontecer. Vale a pena conferir!

sábado, 13 de novembro de 2010

Coleção Alexandre Rodrigues Ferreira


Alexandre Rodrigues Ferreira nasceu na Bahia em 27 de abril de 1756 e faleceu em Lisboa em 23 de abril de 1815. Foi indicado por Domingos Vandelli e nomeado em 1778 pela Rainha D. Maria I, para chefiar a comissão científica encarregada de empreender viagem pelas capitanias do Grão-Pará, Rio Negro, Mato Grosso e Cuiabá.

A Expedição Filosófica partiu do porto de Lisboa em 1 de setembro de 1783, levando, entre outras pessoas, os riscadores José Joaquim Freire e Joaquim José Codina, e o jardineiro botânico Agostinho Joaquim do Cabo. A expedição chegou a Belém em 21 de outubro de 1783 e durou nove anos. A partir dela foram gerados vários trabalhos e anotações sobre a região amazônica, registrando informações sobre a fauna, flora e seus habitantes.

Após a morte de Alexandre Rodrigues Ferreira, organizou-se uma relação de seus manuscritos e papéis. Esta relação e os manuscritos foram entregues, por ordem do Visconde de Santarém a Félix de Avelar Brotero em 5 de julho de 1815 para que ficassem sob a guarda e conservação do Real Museu d’Ajuda. A documentação permaneceu no Museu até o ano de 1838, quando foram transferidos para a Academia Real de Ciências, a fim de que Manoel José Maria da Costa e Sá, por ordem da mesma Academia, desse seu parecer para a publicação das obras concernentes à viagem filosófica de Alexandre Rodrigues Ferreira pela América Portuguesa no final do século XVIII. A publicação não se concretizou e os documentos se dispersaram entre várias instituições e colecionadores.

O acervo da Biblioteca Nacional que compõe a Coleção Alexandre Rodrigues chegou à instituição em diversas épocas e através de diferentes pessoas e instituições. A coleção se constitui de documentos produzidos durante a Viagem Filosófica, além de outros adquiridos por Alexandre Rodrigues Ferreira para auxiliar seus estudos. Constam também sua correspondência e documentos produzidos por terceiros sobre ele e sua expedição. Existem hoje, nesse acervo, 191 documentos textuais e aproximadamente 1.500 desenhos, representando, em sua maioria, a botânica e a fauna do Brasil no século XVIII.

Em 1876, Alfredo do Vale Cabral, bibliotecário desta instituição realizou um trabalho de mapeamento dos registros manuscritos e iconográficos produzidos pela Expedição Filosófica de Alexandre Rodrigues Ferreira pelo Brasil. Esse trabalho, publicado nos Anais da Biblioteca Nacional nos volumes 1, 2, e 3 serve, ainda hoje, como principal fonte de referência para aqueles que desejam conhecer melhor a produção documental realizada pelos cientistas da Real Expedição Filosófica ao Brasil. Graças a um financiamento da Fundação Vitae todos os manuscritos da Coleção Alexandre Rodrigues Ferreira da Biblioteca Nacional foram restaurados, encadernados e microfilmados e as estampas fotografadas e digitalizadas.

Site: http://bndigital.bn.br/projetos/alexandre/Index.html

Collecção D. Thereza Christina Maria


Como parte das comemorações do bicentenário da chegada da Família Real portuguesa ao Brasil, a Biblioteca Nacional, com o apoio da Fundação Getty, lança um site dedicado à coleção fotográfica do Imperador Pedro II. Este conjunto, composto por cerca de 23 mil fotografias, é parte integrante da biblioteca particular do Imperador e por ele doada, em testamento, em sua maior parte, à Biblioteca Nacional, denominada “Collecção D. Thereza Christina Maria”, em homenagem à Imperatriz. Trata-se da maior doação já recebida pela Biblioteca Nacional. O acervo fotográfico da “Collecção D. Thereza Christina Maria”, é composto por imagens referentes ao Brasil e ao mundo do século XIX, que retratam a realidade do período e refletem a personalidade do Imperador e seus interesses.

Site: http://bndigital.bn.br/projetos/terezacristina/apresentacao.htm


Selos


Uma dica!!!! Descobri um site de filatelistas que vende diversos selos com temáticas variadas, o lance interessante para os pesquisadores é que podemos baixar as imagens e fazer uma pesquisa sobre a História dos selos e o contexto de sua produção. Boa pesquisa!

Site: http://www.oselo.com.br/index.php?cPath=584&haven=227afc83e8fb98de0eaedff04b5f66c9

Guerra do Paraguai

Para os interessados em pesquisar sobre a Guerra do Paraguai existe um site que disponibiliza várias fontes sobre o assunto: fotografias, litografias, coleção de uniformes e outras fontes, vale a pena conferir!

Site: http://bndigital.bn.br/projetos/guerradoparaguai/index.html

Periódicos e literatura


"Mesmo se considerando as diferenças entre o discurso da atualidade e o da ficção, a atividade literária sempre esteve ligada à prática do jornalismo. É um relacionamento, de certa maneira, tenso, embora constante e certamente não exclusivo do Brasil ou de países sul-americanos. Mas entre nós isso sempre foi muito evidente, especialmente a partir do Segundo Reinado. Não se vivia das letras sem o concurso do jornal. Essa convivência, diz-se, teria sido deixada para trás pela profissionalização intensiva do jornalismo, restando apenas em formações textuais de compromisso entre atualidade e ficção, a exemplo da crônica ou da técnica narrativa. Há, porém, muito mais a ser revelado e dito, conforme nos assegura o projeto Periódicos Literários: publicações efêmeras, memória permanente, desenvolvido por pesquisadores e técnicos da Fundação Biblioteca Nacional vinculados ao grupo ARS - Arte Realidade Sociedade (FBN-CNPq). O projeto aproxima o acervo de periódicos da Biblioteca Nacional da escrita que resulta da hegemonia contemporânea do computador. É grande a expectativa quanto aos resultados". (Muniz Sodré - Presidente da Fundação Biblioteca Nacional)

Endereço: http://bndigital.bn.br/projetos/periodicosliterarios/index.htm

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A França no Brasil


Para os interessados em pesquisar a ocupação francesa e o imaginário social produzido na França sobre o Brasil o site abaixo é a melhor opção. Boa pesquisa!


Endereço: http://bndigital.bn.br/projetos/francebr/index.htm

Rede da Memória Virtual Brasileira

A Rede da Memória Virtual Brasileira é um projeto da Biblioteca Nacional que disponibiliza um vasto material digitalizado sobre a História do Brasil: costumes, índios, alimentação, literatura, política e muito mais, vale a pena conferir!

Site: http://bndigital.bn.br/projetos/redememoria/

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Projeto Portinari


O Pesquisador das áreas de engenharia de telecomunicações e de matemática, João Candido Portinari deixou a carreira acadêmica de lado há 35 anos, quando decidiu se dedicar integralmente a um projeto grandioso: localizar, digitalizar e catalogar as mais de 5 mil obras de seu pai, Candido Portinari (1903-1962), um dos principais artistas brasileiros. O Projeto Portinari conseguiu disponibilizar em forma digital praticamente toda a obra do artista. De acordo com João Candido, a iniciativa é uma forma de reconhecimento da obra de seu pai: com a maior parte de seus quadros dispersa em coleções privadas de todo o mundo, o pintor que dedicou sua vida a retratar o povo tem sua obra inacessível ao público geral.Depois de 20 anos de pesquisas, qualificadas por João Candido como “um verdadeiro trabalho de detetive”, toda a obra foi catalogada. Nos últimos 13 anos, o Projeto Portinari tem divulgado a obra do pintor por todo o Brasil, realizando exposições itinerantes em comunidades afastadas, com foco especial nas crianças.

Endereço do Projeto Portinari: http://www.portinari.org.br/

Fonte: http://www.agencia.fapesp.br/materia/12986/entrevistas/portinari-na-internet-e-para-todos.htm

Ainda estamos na ditadura?

Nesses últimos dias venho me perguntando se a ditadura de fato acabou ou se estamos vivendo apenas um disfarce democrático. No dia 01 de novembro o historiador e professor da UFRJ Carlos Fico, anunciou a sua renúncia no projeto Memórias Reveladas, criado pelo Governo Federal para reunir e divulgar os documentos secretos do regime militar. A decisão, segundo ele, foi tomada depois que o Arquivo Nacional passou a negar aos pesquisadores acesso aos acervos da ditadura "sob alegação de que os jornalistas estariam fazendo uso indevido da documentação, buscando dados de candidatos envolvidos na campanha eleitoral". Chega a ser constrangedor a dificuldade que os historiadores enfrentam para ter acesso a uma documentação que em tese, era para estar disponível nas instituições de pesquisa. Para piorar a situação ocorreu outro fato lamentável, dessa vez em Fortaleza, o jornal Diário do Nordeste demitiu, dia 18 de outubro, o jornalista Dawton Moura, por ter escrito e editado matéria no Caderno 3 sobre as revoluções marxistas que marcaram os séculos XIX e XX. O caderno especial, de seis páginas, foi considerado pela direção da empresa "panfletário" e "subversivo", além de "inoportuno ao momento atual". Tendo, entre outras fontes, o filósofo Michael Löwi, que estaria na cidade para lançar o livro "Revoluções". Pelo que parece a democracia não pode existir durante o período eleitoral. Será que ainda estamos na ditadura?